Brasileiros No Hawaii – Parte 2

Fala galera, hoje seguimos viagem no Hawaii, agora na ilha chamada Big Island ou Hawaii County. Estamos na cidade de Hilo.

Uma dica importante que esqueci de falar no post anterior, é que uma vez no Hawaii (se você não tiver muita grana) fique hospedado em Hostels.

Porque um Hostel?
Hora vamos lá, se você esta indo para um paraíso perdido, para que pagar 400 dólares de diária em um hotel chique, com piscina,  spa e tudo mais se o legal mesmo é pegar um carro e percorrer de ponta a ponta todas as praias da ilha, conhecer nativos, fazer amigos e mergulhar ? A menos que você esteja viajando meramente por status só para dizer “opa, eu fui ao Hawaii” as minhas palavras a seguir para nada servirão.

Fique em hostels, porque eles são tão confortáveis quanto hotéis, com camas, banheiros e tudo mais, você pode escolher um quarto privativo para você e sua esposa (como foi o meu caso) ou pode pegar quarto até para 9 pessoas dependendo do lugar. Os hostels têm cozinha própria, ou seja, você pode ir até o supermercado da esquina, comprar comida boa, e fazer seu próprio rango. Claro que você não tem empregado em um hostel o que vale é espírito de equipe, ou seja, mão a obra e lave sua louça, mas pense bem, entre amigos, isso não dura mais do que 5min. E no Hawaii isso representa uma economia de no mínimo 40 dólares para cada um (isso se for um pratinho merrequinha) por refeição que você comer. Guarde a grana para passeios de barco, mergulhos e outras coisas mais atrativas nas ilhas, você esta no Hawaii e a regra aqui é economizar para ficar o máximo de tempo possível. Comprando comida você economiza porque e ainda “racha” com todo mundo. 

Em Hilo, eu fiquei no hostel Hilo Bay .
Mas se você preferir, pode procurar outros, entre no site www.hostelplanet.com e veja qualificações de hostels credenciados de qualquer parte do mundo. Têm por ordem de preço e rating. Veja o site antes de viajar, reservar podem ser feitas por internet, é bem tranqüilo, foi o site que usamos para todas as nossas viagens, é show de bola.

Bom, em Hilo, a primeira coisa a fazer é alugar um carro assim como em todas as outras ilhas. Depender dos bus depende de muito esquema de hora e muitas vezes esse esquema não é compatível, por isso, prefira um carro, você vai gastar menos, porque com certeza ou vai preferir ter um carro ou pegar táxi e ai o dinheiro não compensa.

A segunda coisa a fazer, é preparar uma visita para Rainbow Falls e depois para o grande vulcão Kilauea. Não se preocupe nada perigoso, você vai apenas dirigir até o alto do vulcão (13.000 pés) passear pelos museus, visitar crateras que ainda lançam fumaça. Mas se você quiser ver lava de verdade, terá de fazer isso com um helicóptero.

Volcanoes National Park – Hilo

150 dólares o passeio, geralmente noturno, mas a visão é mais ou menos essa aqui abaixo:

Depois de visitar o vulcão, visite também o museu dos Tsunami em Hilo, vale bem apena ver, procure também por mapas em lojas de mergulho que indicam pontos ótimos para snorkling e mergulho. Não esqueça, a mesma regra vale para todas as ilhas, prefira os lugares mais afastados, normalmente o lado norte, lá vão estar os melhores lugares para mergulhar e curtir uma verdadeira praia Hawaiiana, o resto é coisa pra turista bobo gastar dinheiro.

Uma galera boa para mergulhar são esses caras aqui:

http://www.kohaladivers.com/

São pessoas com bastante experiência na ilha, nativos inclusive.
E alguns pontos de mergulho da Big Island são esses abaixo:

No mais é só curtir o que quiser, se seguir a lista que eu falei, você terá feito os principais passeios da Big Island…

Mas claaaro, que você pode trocar idéia com a galera do seu hostel ou hotel e descobrir novos lugares para ir.
Na cidade de Hilo, tem uma feira de artesanato muito interessante. Mas o mais legal mesmo é você acordar um dia por volta das 9 da matina, tomar o seu café, alugar uma bike por volta das 10 horas e sair para dar um role pela cidade de Hilo de bike. Você vai curtir demais as ferinhas que rolam, com muitos presentinhos legais para você trazer para o Brasil.

Existe uma praia chamada Black Sand Beach.
Isso porque a praia não tem areia, isso mesmo, ela é feita com formação dos magma dos vulcões, não se preocupe, seus pés não correm perigo. Vale apena visitar pela vista do lugar, a água de uma cor de azul petróleo, é uma coisa que nunca vi antes e olha que tenho tempo de mar hein. Normalmente ela esta indo para um tom mais arroxeado, o que indica que é um excelente lugar para mergulhar.
Perto dali, perto mesmo, cerce de 100 metros, existe uma entrada para uma praia chamada Richardson Beach, basta vocês pedirem informações sobre um ponto de snorkling excelente perto de Sand Beach. E então vocês irão chegar neste local que estou falando. É um ponto ótimo para mergulho e no meu vídeo pessoal que vai estar no final deste post, você vai poder conhecê-lo, lá vou apontar algumas tartarugas e casas que ficam ao lado da entrada da praia, é ver para conferir. Lá você vai poder fazer um dos melhores snorklings que com certeza já viu.

Rode bastante, aproveite o carro se tiver alugado e curta o passeio, Hilo e Big Island começam a ser o meu Hawaii preferido, porém o melhor mesmo esta por vir no último post desta série aonde falaremos sobre Kauai. Essa sim a ilha que representa com gosto o paraíso Hawaiiano, até la galerinha.

VIDEO PESSOAL PARTE 1

VIDEO PESSOAL PARTE 2

 

 Rainbow FallsKilauea VolcanoKilauea VolcanoKilauea Cratera

 Rainbow FallsBlack Sand BeachRichardson BeachHilo

 KilaueaTsunami Museum

 

 

 

 

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Mergulho na Laje de Santos.

Fala galera…blz?
O primeiro post de hoje é para mostrar um pouco do mergulho que o meu grande amigo Cláudio Gondo fez na laje de Santos.
Por enquanto estou passando vontade né, estamos combinando de ir mergulhar na Laje em Junho ou Julho que é época da majestosa visita das Raias. É aguardar para ver, por enquanto, um video do nosso amigo e outro video que acabei encontrando no youtube, mas que também é show de bola….
Abraaços, te+

Video by Claudio Gondo

Video 2

Sobre condicionamento e mergulho.

Minha esposa é formada em educação física, ela também esta correndo atrás do mestrado em fisiologia do exercício, porém com foco no mergulho. Esses dias estávamos conversando sobre ter um preparo físico melhor para mergulhar melhor. E ela me disse entre outras coisas que apenas 20%/30% do oxigênio que respiramos é devidamente aproveitado pelo nosso corpo, isso em uma pessoal que não tem um condicionamento físico regular.
Pois é, fiquei imaginando que 20 ou 30% para quem esta com um cilindro contado embaixo da água é muito pouco e é claro então que não é preciso ser nenhum atleta, porém é mais do que bom dar aquela corridinha umas 3x por semana e se possível, musculação para reforçar as costas (por conta do peso do equipamento) e também membros inferiores e superiores. Nosso corpo agradece e vai agradecer mais ainda quando todo mundo for avô.

Outra coisa interessante que li foi uma matéria na revista Go Outside de Março deste ano.
Uma reportagem falando sobre o uso da apnéia para o treino de mergulhadores scuba, como nós.
É claro que um treinamento desses, por mais simples que seja, já nos ajuda a manter a calma em alguma emergência ou até falta de ar, óbvio que sempre teremos nossa dupla (assim desejamos e se sua dupla for sua esposa, nunca brigue com ela na véspera de um mergulho) do lado para nos fornecer ar sempre que necessário, mas temos que imaginar todas as situações, pois as possibilidades são limitadas.

A revista da alguns passo-a-passo para treinarmos apnéia em casa e aos poucos melhorar nosso condicionamento físico. Vou digitar aqui, na íntegra para vocês.

Treinar a capacidade de suspender a respiração aumenta o tempo que você consegue ficar mergulhando sem cilindro, melhora o seu condicionamento para outra práticas esportivas, principalmente as aquáticas, e faz com que você tenha mais chance de sobreviver a uma emergência na água.
Está esperando o que para treinar?

1 – Comece numa piscina.
Escolha uma profundidade rasa (altura da cintura) para facilitar a ventilação e ter apoio.
Use neoprene mesmo em água com temperatura confortável, pois com o relaxamento o corpo gasta mais energia para se manter aquecido.
Use máscara de mergulho para evitar que respire pelo nariz e engasgue.

2-Prepare pulmões e mente.
Alongue-os fora da água, dando atenção especial à musculatura que envolve a caixa torácica, a lombar e principalmente a região da nuca. Faça dois a três minutos de respiração lenta, de amplitude moderada, usando o diafragma e relaxando os músculos do abdômen. Expire devagar, longa e profundamente.

3- Tenha um supervisor ao lado.
Por meio de sinais, seu amigo deve te monitorar enquanto estiver submerso e te socorrer caso desmaie por causa da hipoxia (pouco oxigênio no sangue). Peça para ele te tocar no ombro a cada 30 segundos durante os dois primeiros minutos. Depois, a cada 15 até o terceiro minuto. Tempo máximo que você deve arriscar. Se você não responder com o sinal pré-combinado, seu amigo deve tocá-lo de novo, imediatamente. Se a falta ou a confusão do sinal persistirem, ele deve retirá-lo da água (é o começo do samba, quando há perda do controle motor).

4 – Aqueça-se.
Faça um aquecimento de três ou quatro apnéias progressivas, enquanto flutua de barriga para baixo, totalmente parado. Suba assim que tiver a primeira sensação de que precisa respirar. Na borda da piscina, descanse fazendo a respiração abdominal por dois minutos, no mínimo, e faça outra apnéia, mas sem provocar sofrimento.

5- Respire fundo.
Agora é hora de tentar o seu tempo máximo. Faça um descanso maior (cinco minutos), partindo para a ventilação abdominal nos últimos dois minutos, e completa (profunda) nos segundos finais antes da submersão. Mas não inspire até se sentir desconfortável, pois reflexos te farão expirar. A hiperventilação, quando feita a ponto de baixar demais o nível de Co2 no sangue, pode te apagar.

6- Relaxe a mente.
Ignore seu corpo e cérebro te pedindo para respirar. Relaxe na água. Percorra com a mente todo o seu corpo, observando as áreas contraídas e soltando-as aos poucos. Vale qualquer distração para não olhar o relógio (até contar azulejos). Técnicas de ioga e meditação ajudam.

7- Hora de voltar.
Quando as contrações do diafragma ficarem contínuas e insuportáveis. busque apoio para os pés e para as mãos. Não levante abruptamente, apenas retire a cabeça da água e ventile completamente, pelo menos quatro vezes, para depois se movimentar. O nível de oxigênio ao fim da apnéia é baixo e você pode desmaiar nos 20 primeiros segundos.

Medidas emergenciais.
Se você desmaiar, seu amigo deve tirar sua cabeça da água, retirar equipamentos e no máximo durante 5 segundos, aplicar o tap, talk and blow; aqueles tapinhas na cara para reanimar.
Se isso não der certo, devem ser feitas respirações boa-a-boca para desbloquear o glote.
Se o caso for mais grave, use técnicas de ressuscitação cardiopulmonar e chame o resgate.

Fonte: Revista Go Outside – Março 2008 – Pag.48

Lembrem-se, os números informados são para pessoas que no mínimo tem um bom condicionamento físico. Antes de tentar qualquer coisa desse tipo, vá correr, melhorar o seu condicionamento. Quando você estiver bem, tente treinar a apnéia, mas não precisa seguir os números falados nessa matéria, use seus próprios limites e com certeza, com o tempo você vai avançando e podendo superar cada vez mais, afinal, tudo na vida é treino e persistência.

Lembre-se que não somos mergulhadores de apnéia, isso é apenas para que em uma eventual emergência lá embaixo, você possa agüentar mais tempo sem oxigênio e segundos ou minutos podem valer sua vida ou a de alguém.

Não esqueça também a principal regra do mergulho. NUNCA PRENDA A RESPIRAÇÃO E SUBA. Ou você pode estar a caminho de um acidente de mergulho que pode levar a morte.

Espero que tenham curtido um grande abraaaço, até mais..