Deficientes Mergulhadores.

Fala galera, blzz ?
Desculpem mas esta semana o blog esta meio parado.
Estou na correria aqui no trabalho, me curando de uma pequena gripe e indo mergulhar amanhã em Ilha bela valendo minha certificação de Rescue Diver. Logo mais posto fotos e notícias sobre este mergulho…

Mas vamos ao que interessa, hoje vou postar uma matéria interessante que achei na internet sobre mergulhadores deficientes físicos. São projetos que focam ex soldados feridos de várias guerras e através do mergulho diversas ongs estão reabilitando e trazendo a alto estima destes homens de volta….Vale Apena conferir.

SOLDADOS SUBMERSOS

Aspen geralmente nos remete a neve e esqui, nada sobre mergulho certo? Errado! Lá acontece um dos trabalhos mais nobres que já pude ouvir falar, algo que interessa demais em especial a minha esposa, o trabalho voluntário com deficientes físicos.
Durante o inverno a o mergulhador capacitado

 

William White juntamente com uma equipe da National Disabled Veterans Winter Sports Clinic, retired U.S. Marine e a  Handicapped Scuba Association (HSA)

Cuida em sua piscina de dezenas de veteranos que foram vitimas de suas guerras. Amputados, veteranos das Guerras do Golfo partilham com White a maravilha de um mergulho e juntam-se a eles outros veteranos do Afeganistão, Vietnã, Coréia e até mesmo da 2º Guerra Mundial.A clínica, uma das diversas ao redor do país, se destina a cuidar de soldados feridos e veteranos de guerra com uma variedade de esportes. A idéia é tornar a reabilitação mais fácil através de atividades recreativas e o ambiente de mergulho é único em sua experiência libertadora, diz White. Para muitos, o sentimento de liberdade que o mergulho prevê é um passo importante na luta contra a dor e a frustração da perda de membros, lesão medular, lesões cerebrais e outras deficiências.

White recorda um colega veterano, amputado em três lugares, que entrou na água cético sobre o mergulho, mas depois de uma manhã de viagens pelo fundo do mar, surgiu sorridente e confiante. “Essas pessoas têm um momento difícil em terra”, diz White. “Você apenas os recebe bem na água e eles vão longe.”

Além destas clínicas vários grupos de mergulho sem fins lucrativos oferecem aos Americanos feridos e veteranos a oportunidade de experimentar o mergulho. Mas a complexidade médica e a privacidade de movimentos que estão em jogo fazem com que estas organizações necessitem cada vez mais de ajuda e espalhar pelo mundo suas atividades. Com isso em mente, estamos desenvolvendo três programas que estão ajudando soldados a descobrirem o mergulho ao longo da vida. “Leia as notícias em nosso site e você ficará inspirado e assim se você souber de algum soldado que possa ser beneficiado, entre em contato conosco e iniciamos o processo” Diz White.

Diveheart Military Wounded

 

Susan Walker, uma mergulhadora de Chicago cujo o filho é um mergulhador da marinha americana, fez parte de uma equipe que estava na guerra no Iraque. Nesses tempos ela acabou encontrando o fundador da Diveheart, Jim Elliott que estava com um grupo de mergulhadores com deficiência em uma pedreira local. Leu sobre Elliott’s e aprendeu que aquele rapaz estava formando um grupo que ajudava pessoas com ferimentos de guerra, Walker decidiu imediatamente que iria ajudar Elliot e então a  Diveheart Military Wounded nasceu.”Eu queria fazer mais, e eles não vão deixar-me ir de novo a guerra e lutar”, disse Walker. Ao invés disso, ela está colocando soldados feridos na piscina. Concatenando grupos de terapeutas e veteranos para espalhar os ideais da Diveheart, Walker em pouco tempo dava a seus primeiros cinco veteranos de Hines VA Hospital a fantástica experiência do mergulho. Enquanto Walker trabalha com soldados feridos perto de Chicago, suas bases de 15 voluntários estão incentivando a lojas de mergulho em todo o país a terem instrutores-HSA certificados e ajudare nos projetos com os veteranos, dar-lhes uma experiência do mergulho e para os que desejam, ajudar a obter certificações de mergulho.

A DiveHeart tem seguido este modelo desde que foi fundada em 2001. Inspirado por seu pai (um veterano deficiente da Segunda Guerra Mundial) e sua filha (que nasceu cega), Elliott viu a necessidade de uma boa relação custo-consultor das lojas de mergulho livre em todo o país, incentivou amigos a se tornarem instrutores mergulhadores-HSA, e assim promovendo oportunidades de mergulho para pessoas com deficiência. “Nós apenas queremos que deficientes possam mergulhar também”, diz Elliott. Trabalhar com soldados feridos é uma extensão natural do seu trabalho, e veteranos de guerra são muitas vezes os primeiros a abraçar o mergulho. “Eles são soldados. Não se assustam com qualquer coisa, tem boa coordenação, tem tudo para serem bons mergulhadores.

Guerreiros Submersos

Robert Shrode era um garoto de 27 anos de idade de  Mississippi. O 9 de Setembro mudou tudo para ele. Ele entrou para o Exército que foi enviado ao Iraque. Ele passou por Najaf, Karballa, Mosul, Falluja e Bagdá antes de seu Hummervee ser atacado em uma emboscada e ele perder o seu braço direito. Depois de um ano na reabilitação e de volta para Fort Campbell, Ky., Shrode obteve uma chamada falando sobre a oportunidade de experimentar o mergulho com o grupo Guerreiros Submersos. Hoje ele é Advanced scuba water dive e esta completando o seu curso de rescue diver.Os guerreiros submersos cresceram a partir dos esforços de Nancy MacPherson, uma mergulhadora e instrutora do Tennessee. Um pouco mais de um ano atrás, ela encontrou tantos soldados feridos voltando do Iraque para Fort Campbell, perto de sua casa, que decidiu fazer algo para a Comunidade Blanchfield Hospital e então convenceu um a um a deixar o seu posto de soldado ferido pra tornarem-se os guerreiros submersos. Agora com uma piscina baseada em Fort Campbell, ela e vários outros voluntários fazem o Discover Scuba para os soldados feridos e seus familiares, a maioria dos quais ainda estão em terapia. Eles já viram cerca de 20 soldados feridos conseguirem certificação de mergulho, incluindo um grupo de cinco que foram para Cayman atrás de águas quentes para mergulhos de certificação

Durante seu tempo na ilha, O Soldado Shrode perseguiu barracudas, e viu um Tubarão-martelo nadando a distância. “Mergulho lhe dá muita liberdade. “Não há nenhuma desvantagem quando se esta debaixo da água, todos são iguais”, diz ele. Seus conselhos aos outros feridos veteranos: “Mantenha sua cabeça para cima. Não deixe que o seu problema pare você. Antes de tudo isso, eu não sabia que iria gostar do mergulho. Mas hoje eu não sei mais viver sem. Encontrem algo que amem. Aprendam a mergulha. ”

JD Greer, um aposentado de Green Beret que perdeu um braço, ouviu falar tanto sobre seus colegas veteranos e as viagens Submarinas dos Guerreiros que ele planeja continuar com certificações para divemaster e instrutor e em seguida, promover mergulho de reabilitação para veteranos feridos. “Com a minha lesão e a minha atitude, penso que posso fazer alguma coisa para lhes dar alguma esperança”, diz Greer.

MacPherson chama os Guerreiros de “uma mente, corpo, espírito do programa” é um “verdadeiro impulso para o bem estar.” Ela ressalta a importância de programas como o dela para soldados que estão motivados, mas precisam de um impulso. “Quando você está centrado na sua respiração, você não pode incidir sobre a negatividade em sua vida”, diz MacPherson.

MacPherson tem a mesma opinião para famílias de veteranos.
“Isso ajuda para que todos entendam o soldados ferido e sintam-se melhor com ele e felizes por ele estar conseguindo algo que realmente só depende do seu próprio esforço”

Para saber mais sobre esses projetos:

 

 

 

 

 

 

 

 


http://www.hsascuba.com/ 

 

 FONTE:Jennie Lay

 

Grande abraço a todos e bons mergulhos.

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Responsabilidade do Mergulhador.

Fala galera, blzz ? Estou por aqui de novo iniciano uma série aonde vou falar mais sobre oceanos e nossas responsabilidade como mergulhadores.

Não é novidade pra ninguém aqui que cada vez mais estamos usando as águas do nosso mundo como depósito de lixo. É duro ver e saber que por ano jogamos 21 toneladas de detritos no mar e isso vai desde aquele papel de bala que caiu do nosso bolso num passeio de barco até lixo tóxico manipulado por empresas. Antigamente mergulhadores eram vistos como uma dos maiores predadores dos mares, porém os anos felizmente passaram e hoje em dia trocamos o arpão por câmeras fotográficas e existe a famosa frase: “Caça somente o que você for comer!!” E tenho experiência própria nisso, em um liveaboard um amigo foi fazer caça submarino e trouxe alguns peixes e claro todo foram consumidos. Com o tempo fomos criando uma idéia de preservação e hoje os mergulhadores são os que mais lutam para o cuidado dos nossos oceanos.

Tanto que em diversos cursos nós sempre somos lembrados de cuidar da nossa flutuabilidade, para não levantar sedimentos e também não esbarrar em corais que são estruturas extremamente sensíveis. Porém quando acontece um acidente e quebramos algo isso é facilmente recuperado pela natureza e até acontece naturalmente, grandes ondas e correntes são responsáveis por quebrar milhares de corais todos os dias e como a natureza é sábia, esses corais quebrados são levados a outros lugares o que da origem e abrigo a novas vidas… Masssssss, não é por isso que usaremos isso como desculpa para nos descuidarmos. Lembrem-se que existe lugares como a laje de santos aqui no Brasil onde não é permitido tocar em nada e nem mergulhar de luvar para intimidar a galera.

Felizmente hoje em dia existe diversos programas de preservação que vai desde a educação em escolas comuns até organizações como greenpeace e o Project Aware da PADI, esses dois são os mais importantes para nós, eu mesmo participo do Greenpeace e participei de algumas passeatas por aqui e pretendo ser mais ativo ainda quando estiver no exterior.
O project Aware é mais focado ainda na questão da conservação marinha, você pode trabalhar desde no reconhecimento de espécies marinhas da região e cuidados até em idéias e pesquisas para ajudar na conservação das águas. Claro que isso também depende um pouco de sua formação, mas não quer dizer que você precisa ser biólogo a única coisa que você precisa ter é vontade de trabalhar e ser voluntário.

Vai também uma boa dica para quem esta no exterior ou quer ir para. Trabalhar com esses grupos pode ser um importante meio de contato para você ir para outros lugares do mundo. Governos da maioria dos países também dão mais apoio a pessoas que fazem algum bem comunitário oou seja, trabalho voluntário social.
Vale a pena informar-se e correr atrás pode ser uma boa porta de entrada.

Project Aware

No nosso dia a dia de mergulho podemos tomar a seguinte postura para ajudar na conservação:
Interações responsáveis do mergulhador:

Como mergulhadores nós somos privilegiados por interagir com a vida aquática. Este privilégio vem junto com a responsabilidade de minimizar danos e perturbações ao ecossistema subaquático. As seguintes orientações ajudam nesse sentido:

1- Interação passiva é o melhor.
Interação passiva significa que você interfere o mínimo possível no comportamento dos organismos aquáticos. Geralmente isto significa nadar, observar e tirar fotos/video de maneira que não afugente ou perturbe os organismos.

2 – Esteja alerta a danos acidentais.
Esteja consciente de que atividades aparentemente inofensivas podem ser prejudiciais. Corais e outros organismos são extremamente frágeis e podem ser facilmente feridos por toques intencionais ou não.
Sendo assim, preste atenção ao que você toca e prenda seus acessórios para que não fiquem arrastando. Alimentar organismos pode parecer uma interação positiva, mas em muitos ambientes isto pode interferir nos seus comportamentos normais e no equilíbrio ecológico.

3 – Se você caçar, seja conservador.
Siga todas as leis de caça e não colete mais do que você irá consumir pessoalmente. Lembre-se de que o organismo que você deixar sob a água irá se multiplicar para o futuro.

Bom é isso ae galera…bons mergulhos e lembre-se sempre de estar de olho aos que mergulham com você e sempre dar um toque na galera que anda vacilando.
Grande abraços e até maaaais !!